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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Corredores de elite protestam contra o que consideram número excessivo de estrangeiros no Circuito Nacional de Corrida

Fonte: rodolfolucena.blogfolha.uol.com.b

POR RLUCENA - 23/10/13

A exemplo dos jogadores de futebol, que montaram o Bom Senso para defender seus interesses, corredores brasileiros profissionais começam a se articular para obter melhores condições de atuação.
Exemplo disso foi o que aconteceu no último sábado, em Ribeirão Preto, durante a etapa noturna do Circuito Nacional de Corridas.
Segundo relata Conceição Oliveira, tricampeã do circuito, “Os atletas, cansados e saturados de tanto descaso, resolveram tomar medidas drásticas se unindo na etapa de Ribeirão Preto em forma de protesto e decidiram não largar, para surpresa dos organizadores, que chamaram as atletas femininas para largar e todas por sua vez não atendiam aos chamados causando um desconforto à ORGANIZAÇÃO e atrasando a prova em 15 minutos”.
O protesto se fez ouvir, de acordo com ela: “O organizador, Sr.Hélio Takai, percebendo a resistências das ATLETAS , resolveu chamar todas para uma conversa particular, onde se comprometeu a ser o porta-voz diante das reivindicações, levando aos responsáveis todos as reclamações e solicitações”.
O que os atletas de elite afirmam é que, apesar de o nome da competição ser Circuito Nacional de Corridas, é crescente a presença de estrangeiros, que competem com vantagem em relação aos brasileiros. Isso porque os estrangeiros, segundo afirmam os atletas brasileiros, chegam descansados, participam de algumas provas e voltam a seus países de origem. Já os brasileiros, se quiserem se candidatar ao patrocínio da caixa, precisam amealhar o maior número possível de pontos, o que significa participar de todas ou quase todas as provas do circuito.
No dizer de Conceição Oliveira: “O circuito tem o calendário extenso e provas de 10km, Meia Maratona e Maratona. Levando aos atletas um desgaste excessivo, onde aquele que escolhe mais, será beneficiado no final.”
Além do protesto, os atletas de elite participantes da prova de Ribeirão preto lançaram um abaixo-assinado, montado ali mesmo na hora, escrito com caneta em letras maiúsculas. O texto diz o seguinte: “Abaixo-assinado contra o número excessivo de estrangeiros no Circuito Nacional de Corridas … onde todos os atletas brasileiros reivindicam a presença de apenas um representante (estrangeiro), um masculino e um feminino!”
Seguem-se 25 assinaturas.
Além disso, Conceição Oliveira, que parece ser a mais atuante do grupo, colocou as informações em seu perfil em uma rede social. No que chamou de “desabafo”, disse: “Não queremos privilégios, queremos igualdade e que nossas reivindicações sejam ouvidas e levadas a sério, afinal de contas, como seria o circuito Brasileiro sem os “atletas brasileiros”? Acho que a nossa mobilização deixou um leve gostinho de como poderia ser…”
Recebeu o apoio (curtir) de diversos atletas de elite, que também fizeram comentários como o de Dione D’Agostini Chillemi, cuja mensagem reproduzo tal como publicada: “Podem contar comigo, a muito tempo acho errado trazerem quenianos, etíopes, etc…para correrem aqui no Brasil, no começo nem carta convite tinham, enquanto nós Brasileiros pra corrermos la fora na elite é a maior burocracia. Não dá pra competir de igual pra igual somos Brasileiros sem investimento na base, a maioria de nós se descobriu atleta e ja mais velho, começou a correr na rua pra ganhar dinheiro. Como podemos competir em igualdades de condições se temos que competir todo fim de semana pois demoram um seculo para nos pagar….é uma injustiça enquanto eles ficam por aqui por três meses, ganham quase todas as provas, vão embora e na semana seguinte estamos competindo com novos estrangeiros recém chegados…Onde esta a Igualdade????”

Os atletas afirmam que vão continuar o movimento na próxima etapa, em São paulo, e aguardam um posicionamento da CBAt e dos organizadores do Circuito.

OUTRO LADO

No início da noite desta quarta-feira, 23.10, recebi comunicado da assessoria de imprensa do Circuito Caixa e da HT Sports. Sem mais delongas, reproduzo a seguir o texto na íntegra.

“Em esclarecimento ao protesto realizado pelos atletas durante a etapa de Ribeirão Preto do Circuito CAIXA, temos a informar que ele diz respeito às regras para a presença de estrangeiros nas provas válidas pelo Ranking CAIXA/CBAt de Corredores de Rua, e não apenas às provas do Circuito de Corridas CAIXA.

O termo “Circuito Nacional de Corrida de Rua” não se resume ao Circuito de Corridas CAIXA e é incorreto, já que se refere ao Ranking CAIXA/CBAt de Corredores de Rua, que não é um circuito ou uma competição, mas comporta um número de 32 provas, neste ano, e apenas define os dez atletas que receberão patrocínio para a próxima temporada. O número de provas válidas pelo Ranking, na opinião dos atletas, é outro ponto que eles gostariam que fosse revisado e reduzido.

O Circuito de Corridas CAIXA é na verdade um evento chamado Brazil Run Series, idealizado e organizado pela HT Sports, que tem a CAIXA como patrocinadora master, que deu-lhe o direito de naming right, passando a se chamar Circuito de Corridas CAIXA. Ele conta com 12 etapas ao longo do ano, que fazem parte do Ranking CAIXA/CBAt de Corredores de Rua.

A presença de estrangeiros nas etapas do Circuito de Corridas CAIXA, válidas pelo Ranking CAIXA/CBAt de Corredores de Rua, obedece às regras determinadas pela CBAt. “

sábado, 29 de março de 2014

Conheça diferença entre atleta de elite e amador


Atletas profissionais usam biomecânica a favor do corpo durante as corridas (Foto: Fábio Ura/ ZDL)


Por Raquel Castanharo - Jundiaí, SP

Além da velocidade, da capacidade cardiorrespiratória e do volume de treinos, profissionais correm de forma mais econômica e eficiente para corpo 

O que diferencia um corredor de elite, em termos de movimento, daqueles que largam em um pelotão mais atrás? Além da velocidade, da capacidade cardiorrespiratória e do volume detreinamentos, os atletas profissionais correm de uma forma mais econômica e eficiente para o corpo.

A seguir, alguns pontos onde é possível destacar as diferenças entre corredores profissionais eamadores:

- Aterrissagem do pé: profissionais aterrissam com o meio do pé, e não com o calcanhar. O pé toca o chão praticamente paralelo ao solo e próximo ao tronco. Amadores normalmente aterrissam o pé muito à frente do corpo, o que aumenta a sobrecarga nas articulações.


- Extensão do quadril: atletas de elite impulsionam o corpo colocando a perna bem para trás, com uma grande extensão de quadril. Corredores amadores movem as pernas de uma maneira menos ampla e, em geral, colocam a perna mais para frente do que para trás, o que diminui a eficiência da corrida.


- Inclinação do corpo: uma leve inclinação do corpo para frente facilita a obtenção de maior velocidade. Correr com o corpo para trás é correr freando o tempo todo.


- Cruzamento das pernas: muitos corredores não profissionais cruzam a perna na frente do tronco durante a corrida. É um movimento discreto, mas que reduz a eficiência da corrida além de prejudicar as articulações e aumentar o risco de lesões, como, por exemplo, a síndrome do trato iliotibial.


- Rotação do tronco: a rotação do tronco de um lado para o outro deve ser pequena durante a corrida, o que é observado em corredores profissionais. Os braços é que se movem mais, complementando o movimento do tronco. É comum observar em amadores que o braço fica parado, e é o tronco que gira de um lado para o outro. Esse padrão desperdiça energia e pode trazer problemas para a coluna.


- Movimento vertical: a corrida deve ser para frente. Correr pulando aumenta o impacto do corpo 

Com uma boa orientação e treinamento, esses pontos podem ser trabalhados para melhorar a sua performance, não importando a categoria do atleta.

Ás vezes, após treino e mais treino, você não consegue atingir o seu objetivo, pois o que pode estar faltando é uma mãozinha dabiomecânica. Esse padrão não é um privilégio de profissionais. Todos são capazes de aprender e treinar um estilo de corrida mais eficiente e seguro e assim evoluir na sua prática esportiva.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Porque eu corro

Fonte: Por Julia Zanolli




Drauzio Varella
68 anos
médico





Quando eu estava prestes a completar 50 anos, um amigo me disse que naquela idade começava a decadência. Então resolvi fazer alguma coisa legal para comemorar a data e tive a ideia de fazer uma maratona. Já comecei a correr pensando nos 42 km.

Pouco tempo depois, outro amigo me passou um programa de treinos e fui seguindo como podia. No fim daquele ano, corri a Maratona de Nova York em 4h01. Isso foi em 1993, e desde então já participei dessa prova mais umas sete ou oito vezes. Também já corri em Chicago, Berlim e Joinville — meu melhor tempo é de 3h38, em 1994, em Nova York.

A maratona é minha distância preferida. Ninguém corre 42 km sem estar preparado, todo mundo ali sabe o que está fazendo, então existe muito mais respeito. Já participei de alguns revezamentos e provas menores, mas não gostei. Também fiz a São Silvestre e detestei, achei uma bagunça.

Treino duas vezes por semana no Parque do Ibirapuera e nos fins de semana procuro correr no Minhocão ou no centro da cidade. Aí vario os trajetos: passeio pela praça da Sé, largo de São Bento, Mercado Municipal. Cada treino varia entre 15 e 25 km, depende de quanto tempo tenho.

Também subo os 16 andares do meu prédio duas vezes por semana. Vou pelas escadas e desço pelo elevador, onde aproveito para ir me alongando. Repito isso entre oito e dez vezes. É puxado, mas me dá um fôlego danado e com certeza me ajuda a correr melhor.

Se as pessoas fizessem mais exercício, ficar parado seria menos penoso para o corpo. Quando você é sedentário, você se levanta e logo tem que se sentar de novo — e aquilo não te descansa. Quando você corre bastante e senta, é uma sensação muito boa.

Sempre levo meu tênis quando vou viajar. Tem coisa mais gostosa do em um dia de congresso você se levantar cedinho para treinar? Corro 2 horas e depois passo o resto dia sentado, sem culpa, ouvindo as pessoas falarem sobre os assuntos de que eu mais gosto. É uma delícia.

Para mim, a corrida é um antidepressivo maravilhoso. Sou muito agitado, faço muitas coisas e a corrida também me ajuda a relaxar. É o momento em que fico em contato comigo mesmo, vejo minhas limitações, e isso me deixa mais com o pé no chão. Por isso não corro ouvindo música e prefiro treinar sozinho.

No ano passado, fiz a Maratona de Berlim em 4h12. Depois pensei que se tivesse feito 2 minutos a menos teria me qualificado para Boston. Não quero estabelecer essa meta porque tenho medo de me frustrar, mas, se este ano eu conseguir fazer uma maratona em menos de 4h10, posso comemorar os 70 anos correndo em Boston.

Não tenho nenhum cuidado especial com alimentação. Antes do treino, bebo uma água de coco ou como uma fruta. Depois tomo café com leite e como pão, azeite e tomate. Não estou convencido de que existe um benefício real nesses géis e vitaminas, aminoácidos. Durante a maratona só bebo água, não tomo nem isotônico. Como cortei açúcar da minha alimentação há 34 anos, tenho medo de ficar enjoado e passar mal.

O exercício só é bom quando ele termina. Durante, é sofrimento. Às vezes você até libera uma endorfina no meio e dá uma sensação boa, mas o prazer mesmo vem quando você acaba.

Quem faz atividade física tem um envelhecimento muito mais saudável. Tenho quase 70 e não tomo nenhum remédio, peso 3 kg a mais do que na época da faculdade. As pessoas dizem: “Você é magro, hein? Que sorte!” Não é sorte, tenho que suar a camisa todos os dias.

Eu corro porque estou convencido de que o exercício físico é contra a natureza humana. Precisamos combater essa inércia. Nenhum animal desperdiça energia, ele gasta sua força para ir atrás de comida e de sexo ou para fugir de um predador. Com essas três necessidades satisfeitas, ele deita e fica quieto. Vá a um zoológico para ver se você encontra uma onça correndo à toa. Ou um gorila se exercitando na barra. Por isso é tão difícil para a maioria das pessoas fazer atividades físicas.

Um exemplo disso são meus pacientes. A grande maioria são mulheres com câncer de mama. Muitas passam por quimioterapia, perdem o cabelo, têm enjoos, fazem cirurgia para retirar parte do seio. E enfrentam esse processo com tanta coragem que fico até emocionado. Depois disso tudo, falo para elas que, se caminharem 40 minutos por dia, cortam pela metade a chance de morrer de câncer de mama. Esse índice é maior do que o da quimio, mas menos de 1% das minhas pacientes começam a fazer exercício. Vai contra a natureza humana.

Muita gente fala que não tem tempo de fazer exercícios. Dizem que acordam muito cedo para levar os filhos à escola, que trabalham demais, que têm que cuidar da casa. Antes eu até ficava com compaixão, mas hoje eu digo: isso é problema seu. Ninguém vai resolver esse problema para você.

Você acha que eu tenho vontade de levantar cedo para correr? Não tenho, mas encaro como um trabalho. Se seu chefe disser que a empresa vai começar um projeto novo e precisa que você esteja lá às 5h30, você vai estar lá. Você vai se virar, mudar sua rotina e dar um jeito. Por que com exercício não pode ser assim?

Nós temos a tendência de jogar a responsabilidade sobre a nossa saúde nos outros. Em Deus, na cidade, na poluição, no trânsito, no estresse. Cada um de nós tem que se responsabilizar pelo próprio bem-estar e encontrar tempo para cuidar do corpo. É uma questão de prioridades.

Se você não consegue fazer exercício de jeito nenhum, pelo menos tem que ter consciência de que está vivendo errado, que não está levando em consideração a coisa mais importante que você tem, que é o seu corpo.

“Este ano pretendo correr as maratonas do Rio e de Chicago. Se fizer abaixo de 4h10, me qualifico para Boston”

Drauzio Varella é oncologista e já publicou 11 livros, entre eles Estação Carandiru

domingo, 16 de fevereiro de 2014

História da Corrida

Fonte: www.esportealternativo.com.br

As Corridas de Rua surgiram na Inglaterra no século XVIII onde tornaram-se bastante popular, posteriormente, a modalidade expandiu-se para o resto da Europa e Estados Unidos. 

No final do século XIX as Corridas de Rua ganharam impulso depois do grande sucesso da primeira Maratona Olímpica popularizando-se particularmente nos Estados Unidos. 

Depois, por volta de 1970, aconteceu o "jogging boom" baseado na teoria do médico norte-americano Kenneth Cooper que difundiu seu famoso "Teste de Cooper", a partir de então, a prática da modalidade cresceu de maneira sem precedentes na história. 

Paralelamente ainda na década de 70 surgiram provas onde era permitida a participação popular junto com os corredores de elite – cada grupo largando nos respectivos pelotões. 

Atualmente, o critério da Federação Internacional das Associações de Atletismo (IAAF) define as Corridas de Rua, provas de pedestreanismo, como disputadas em circuitos de rua (ruas, avenidas, estradas) com distâncias oficiais variando de 5 Km a 100 Km. 

Hoje as Corridas de Rua são bem populares em todo o mundo. São praticadas em sua grande maioria por atletas amadores que buscam melhorar e aumentar sua qualidade de vida através da prática esportiva. Na última década, houve um aumento significativo do número de praticantes, tanto no mundo como no Brasil. 

As 100 maiores corridas de rua realizadas nos Estados Unidos no ano de 1996 tiveram 1.022.813 atletas participantes, já, no Brasil, também foi registrado um significativo incremento do número de participantes, como exemplo, os mais de 30 mil corredores que participaram no ano 2001 das etapas do Circuito de Corridas Corpore Pão de Açúcar disputado em São Paulo, Brasil.

Maratona

No ano de 490 a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.

Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.

Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço.

No entanto, Heródoto conta que, na realidade, Filípides foi enviado antes da batalha a Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas

Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 km, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 km.

Maratonas desportivas

Em 1896, durante os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação da prova. No início, a distância a ser percorrida era de cerca de quarenta km, a mesma que separava Maratona de Atenas. O grego Spiridon Louis foi o primeiro campeão olímpico de maratona. Na edição de Estocolmo 1912, o português Francisco Lázaro morreu durante a prova.

Nos Jogos de 1948 em Londres, a distância da maratona olímpica foi estabelecida. Até aí, a distância era variável, embora sempre próxima dos quarenta km. Para que a família real britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Palácio de Windsor, o comitê organizador aferiu a distância total em 42 195 metros, que continua até hoje.

A mais antiga maratona anual do mundo é a Maratona de Boston, nos Estados Unidos, disputada em todo feriado do Dia do Patriota, na terceira segunda-feira de abril, desde 1897.

As maiores maratonas mundiais constituem o circuito World Marathon Majors (WMM), estabelecendo um prêmio no valor de um milhão de dólares para o melhor classificado feminino e masculino, no final da temporada. Pertencem ao WMM as maratonas de Boston, de Londres, de Berlim, de Chicago e de Nova York.

Atualmente, o recorde mundial pertence ao etíope Haile Gebrselassie, que no dia 28 de Setembro de 2008, em Berlim, estabeleceu o tempo de 2h 03m 59s. Anteriormente, dois atletas de língua portuguesa já quebraram o recorde mundial da maratona: o português Carlos Lopes em Roterdão, em 1985, com 2:07.12 e o brasileiro Ronaldo da Costa em Berlim, em 1998, com 2:06.05.

A primeira prova oficial de maratona feminina foi nos Campeonatos da Europa de Atletismo em Atenas em 1982, prova ganha pala atleta Rosa Mota. A maratona feminina foi introduzida nos Jogos de Los Angeles em 1984. A portuguesa Rosa Mota ganhou a medalha de bronze e, quatro anos depois em Seul, alcançou a medalha de ouro.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A arte inspirando a vida!

Por Daniela Guedes. www.saraivaconteudo.com.br
Carruagens de fogo

Que a corrida de rua é considerada um dos esportes mais populares e democráticos do mundo, todos já sabem; e que essa modalidade também não passou despercebida pela sétima arte e pelas letras, também. Na história do cinema, muitos títulos fazem referência direta ou indireta ao esporte e servem de inspiração para quem gosta ou já é adepto à prática da corrida.

Já na literatura, os títulos vão desde relatos pessoais de superação, biografias de grandes ídolos da corrida, até as histórias mais comuns, que retratam programas de treinamento.

Para ajudar os atletas e apreciadores do gênero, o SaraivaConteúdo resolveu pedir algumas dicas para quem não só pratica o esporte, mas também escreve sobre ele. E vamos combinar que não existe nada melhor para aproveitar o intervalo entre as provas e treinos do que ler um bom livro ou assistir a um filme sobre o tema. Então, vamos às dicas.

Yara Achôa, jornalista especializada em temas como esporte, saúde e qualidade de vida. Corredora há sete anos.



Filmes:

Forrest Gump – O contador de histórias. “O filme é antigo (1994), mas é sempre uma delícia de assistir. Forrest Gump (Tom Hanks) é um cara comum que começa a correr simplesmente porque sente vontade. E passa a ser seguido por uma multidão, que vibra com suas passadas e o incentiva: ‘Corra, Forrest, Corra’. Mas, de repente, após ‘três anos, dois meses, catorze dias e seis horas’, ele para. Recomendo porque acho que todo corredor já passou por isso: correr só porque deu vontade e parar porque também deu vontade. E também porque as cenas em que Forrest corre são ótimas”.


Maratona do Amor (Run Fat Boy Run). “Esse filme de 2008 é do tipo ‘água com açúcar’, mas tem a corrida como tema, e eu acabei me identificando. Na história, Dennis (Simon Pegg) é um cara sedentário, atrapalhado e nunca termina algo que começou. Quando descobre que a ex-namorada está com um cara que ‘corre maratonas’, resolve desafiá-lo. Recomendo porque o filme é engraçado e a gente se identifica em muitos momentos. A primeira corridinha também é hilária: ele sai correndo forte uns 50 metros e para, quase morrendo. Mas olha para o relógio e diz: ‘Nada mal’”.







The Long Run (2001), dirigido por Jean Stewart. “Docudrama contando a história da primeira mulher negra sul-africana a correr a ultramaratona de Comrades. Berry (Armin Mueller-Stahl), um treinador de atletismo fracassado, mas apaixonado pelo seu trabalho, encontra uma última oportunidade de alcançar o sucesso quando conhece Christine (Nthati Moshesh), uma atleta tão rápida quanto rebelde. A história é emocionante e muito inspiradora”.






The Athlete (2010), dirigido por Davey Frankel e Rasselas Lakew. “Biografia de Abebe Bikila, focando principalmente nos últimos anos da vida do atleta. Eu adorei, mas acho que qualquer corredor iria apreciar o filme. O filme conta a trajetória de Bikila, começando, é claro, por imagens da maratona de Roma, talvez a mais sensacional da história das Olimpíadas. Também não foge de mostrar a dolorida vida do atleta depois dos tempos de glória”.

Carruagens de Fogo (1981). “Filme dos anos 80 que até hoje desperta interesse no público. O filme é um clássico, tanto que nas Olimpíadas de Londres, em 2012, vários cinemas da cidade exibiram o longa, a história de dois jovens atletas durante as competições das Olimpíadas de Paris, em 1924”.

Marathon Boy (2010). “Sensação no circuito internacional e melhor documentário da Mostra de São Paulo em 2011, o filme é instigante e, ao mesmo tempo, revoltante. A história verídica descreve a vida de um menino indiano (Budhia Singh) que, castigado em um primeiro momento pelo pai adotivo, sonha em ser o primeiro maratonista campeão olímpico pela Índia. Eu recomendo”.



Livros:

Do que eu Falo quando Falo de Corrida (Alfaguara/Objetiva), de Haruki Murakami. “Nesse livro, ele faz um relato pessoal sobre como a corrida influenciou sua vida e, sobretudo, seu texto. A narrativa é gostosa, sensível, filosófica. Os sentimentos que ele expressa são muito próximos aos dos corredores em geral. Está entre meus livros preferidos de todos os gêneros”.

O Ultramaratonista (Rocco), de Dean Karnazes. “Entediado com o cotidiano de alto executivo, no dia em que completou 30 anos, Karnazes deu uma guinada em sua vida. Sem calçar um par de tênis há 15 anos, ele simplesmente saiu correndo por 48 km, totalizando sete horas sem parar. O resultado foi muitas bolhas nos pés e uma nova vida pela frente. É um livro altamente inspirador. Não dá para não viajar em suas histórias e não se perguntar: como é que ele consegue?”


Barefoot Runner: The Life of Marathon Champion Abebe Bikila (Paperback), de Paul Rambali. “Melhor e mais emocionante livro sobre corridas que já li, conta a história de Abebe Bikila, o primeiro africano negro a vencer uma maratona. A Maratona Olímpica de Roma, em 1960. Naquela prova, ele correu descalço”.

50 maratonas em 50 dias (Leblon), de Dean Karnazes. “O americano Dean Karnazes, considerado um ícone no mundo das corridas, relata o que foi esse projeto de correr 42 km todos os dias durante 50 dias pelos Estados Unidos. Ele conta como sua equipe conseguiu organizar um calendário de provas e as dificuldades em cada uma dessas corridas”.

Do que Eu Falo Quando eu Falo de Corrida (Alfaguara/Objetiva), de Haruki Murakami. “Leitura obrigatória para quem corre. Com uma narrativa interessante, Murakami conta suas experiências no mundo da corrida e o que ele sentia em cada momento. Destaco uma passagem que considero muito interessante no livro: o percurso que deu origem às maratonas, entre a cidade de Maratona e Atenas, que ele fez fora de uma prova”.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Namore um corredor...

Fonte:http://www.yourtango.com/

Esqueça as cafeterias e os bares, talvez seja o momento de laçar um corredor. Além de que a corrida transforma o seu corpo de forma arrebatadora, diminui o risco de câncer de mama, afasta a depressão e também faz maravilhas para sua vida amorosa.

De acordo com a RunningUSA, 58% dos corredores são homens. Com vários motivos a seu favor vamos descrever algumas de muitas razões para se relacionar com um corredor.


1. Eles são dedicados
Ficar em forma não é uma tarefa fácil. Encontrar motivação para ir à academia antes ou depois do trabalho todo dia e treinar para uma maratona é quase um milagre. Os corredores trabalham duro para se tornarem fortes e desafiar os seus próprios corpos. Certamente, essas qualidades são carregadas para todos os aspectos de suas vidas, incluindo os relacionamentos.

2. Eles estão em sua melhor forma
Corredores arrumam tempo para ficarem em forma e trabalham duro para isso. Possuem força física, peso saudável, coração forte, e a lista de benefícios não para por aí...

3. Eles vão te motivar
Exercícios são sempre melhores com companhia, e quando você se exercita com um parceiro você se torna mais propício a se exercitar. Nas corridas longas, é melhor ter uma companhia...

Correndo com uma rotina regular, treinar para maratonas, dormir, manter uma dieta saudável - corredores controlam sua saúde. São bons planejadores, focados e controlados.

4. Eles apoiam boas causas
Corredores participam de provas de 5Km, 10Km, meia-maratonas ou maratonas, mas muitas vezes não correm apenas por correr, muitas dessas corridas são por uma boa causa ou doam parte das inscrições para alguma instituição. 

5. Corredores são pessoas felizes — E... isso é contagioso
Estudos mostram que corredores são mais felizes do que pessoas sedentárias, são mais propensos a ter pensamentos positivos, o que alivia o stress.

Precisa de mais alguma motivo?

sábado, 18 de janeiro de 2014

Por que as mulheres correm?

Fonte: http://www.webrun.com.br/

O professor Nelson Evêncio fez uma pesquisa para tentar responder o aumento efetivo de mulheres na corrida


É cada vez mais visível o aumento do número de mulheres correndo pelas ruas, parques e praças, participando de provas de corrida pelo Brasil e pelo mundo. Maioria nos EUA desde 2005, em 2012 somaram 56% do total de concluintes em corridas de rua e mais de 60% nas meias maratonas. Em São Paulo, um dos poucos lugares no país onde a estatística é oficial, somaram 32,6% do total de concluintes em 2012 e cresceram 23% em relação a 2011, contra 12% do crescimento no público masculino.

Mas por que as mulheres correm? Quem são elas e quais as suas preferências?

Entrevistamos via internet 122 mulheres corredoras de diversos estados do país, a maioria que treina ou já havia treinado em alguma equipe de corrida, e embora o formato da pesquisa não possa considerá-la científica, chegamos a algumas conclusões interessantes.

Observa-se que apenas 6,6% das corredoras entrevistas tem idade abaixo de 24 anos, ao passo que nos EUA nesta faixa etária somam 11%. Isto significa que no Brasil é necessário realizar um trabalho de incentivo a prática da corrida entre as jovens.

As mulheres da faixa etária entre 30 e 35 anos são maioria no país, totalizando 24,5%. Nos EUA este número é 31%.

Observa-se uma crescente a cada cinco anos, porém com um ápice entre 2006 e 2010, somando 36,7%. Na pesquisa, 62% das entrevistadas começaram a correr na década de 2000, demonstrando ser o ‘boom’ da corrida feminina no país!

De 2011 para 2013 o crescimento foi menor, mas ainda assim 14,3% é um percentual bem significativo.

Na pesquisa, 36% das entrevistas afirmaram preferir a distância de meia maratona, seguida por maratona com 24% e a prova de dez quilômetros em terceiro lugar com 22%.

Complementando a corrida, 83% das mulheres praticam também musculação e 53% outras modalidades, além da Ginástica e do Pilates, atividade relativamente recente, mas que já apresenta procura significativa.

Quando perguntado se preferiam correr sozinhas ou em grupo, 54% das mulheres disseram preferir correr sozinhas e 46% em grupo. Correr sozinha não significa correr sem a orientação de um treinador, mas realizar a corrida de forma individual, sem ter alguém ao lado.

Provas em asfalto continuam sendo o tipo de evento preferido, porém muitas já citaram as corridas de montanha, que também é uma atividade recente e em ascensão em nosso país.

O resultado mostra que 60% consideram o local do evento o item mais importante para decisão da participação, enquanto 16,67% acham que o valor da inscrição é um fator decisivo. Cerca de 12,50% se preocupam com a quantidade de inscritos, 6,72% consideram o kit da prova a prioridade e apenas 4% a medalha.

Finalizando, pedimos às entrevistadas que respondessem qual a principal motivação que tinham para correr. Por que praticam corida?

Concluiu-se que 53,7% das entrevistadas correm com o objetivo principal de ter uma saúde melhor, seguidas por as que correm por terapia e em terceiro lugar, as que correm visando performance. Surpreendentemente, o fator estética só foi considerado o motivo principal da corrida de 5% das entrevistadas

Cada vez mais vítimas do grande stress do dia-a-dia, as mulheres querem saúde e sabiamente tem buscado a corrida como um importante aliado na busca por ela!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Qual a sua motivação?

Apesar das contribuições que a corrida traz aos seus praticantes, seja para a melhoria da condição física e/ou para a saúde geral dos indivíduos esta podem não ser as únicas nem os mais importantes aspectos que integram as dimensões motivacionais que levam este grande número de pessoas a aderir aos programas de atividades físicas regulares e sistemáticas, por vezes, elevada intensidade e duração.

Na perspectiva do lazer, incluindo no contexto a socialização e o prazer, estudos encontram resultados bastante interessantes. Algumas pesquisas dão um destaque grande à saúde como um dos principais fatores motivacionais entre homens e mulheres. Nestes mesmos estudos a corrida é considerada por muitos homens como uma forma de reduzir o estresse e a ansiedade. A questão estética é bastante valorizada principalmente por mulheres. No entanto, questões como "autoestima" podem ser relacionadas nos casos do sexo masculino. A dimensão associada à superação de limites e resultados em provas não aparece nestes estudos como um fator motivacional muito importante, apesar de ser um esporte que exige de seus praticantes uma grande resistência física e emocional, exigindo poder de superação.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vamos treinar - The Treadmill Body

Sinais de inveja dos corredores





Por mais ingênuo que pareça algumas pessoas sempre encontram um motivo fútil para invejar alguém. Se o corredor possui uma forma invejável de correr, se possui uma roupa mais fresca (ou apenas a pessoa acredita que seja), atitudes melhores, horários de treinamento mais estruturados, ou sapatos chamativos. A inveja pode ser visto como um sentimento positivo - algo a se esforçar para se alcançar, ou pode ter um valor negativo - se comparar aos outros pode resultar em auto-imagem negativa ou trazer decepção e mais insegurança. Prefiro pensar nisso como um sentimento que pode nos levar ao crescimento quando bem trabalhado; como eu não conheço um único corredor - nem aqueles no topo da lista - que não tenha experimentado a inveja de um corredor em suas múltiplas formas. Se você não tem certeza de onde você pode se encaixar nas várias formas de sentir inveja alheia, aqui são algumas maneiras de saber se está experimentando inveja de um outro corredor.


Aparência

Compra os mesmos tênis, bermudas, sutiãs esportivos, headband, etc. A pessoa realmente acredita, em algum grau - admitindo ou não - que pode ajudá-lo a tornar-se mais rapidamente como o outro corredor, se a sua aparência for semelhante ou igual.

Barulhento
Você está de carro e para em um semáforo e imediatamente sente inveja de um corredor ao lado na rua também aguardando o sinal abrir. Sua inveja aumenta quando percebe que ele está com um cinto de hidratação - o que significa que ele é um corredor de longa distância, você sente uma vontade de abrir a janela e jogar algo nele, ao invés disso, abre a janela e pergunta o quanto a pessoa vai rodar.

Uma nova definição de beleza
Você vê uma foto de uma modelo magra e alta e pensa: "Legal!". Mas quando vê uma mulher transpirando em um top de ginástica, shorts de corrida, você pensa: "Nossa, essa mulher é muito bonita".

Inveja dos quilômetros.
Você normalmente pergunta a rodagem semanal ou diária de outros corredores - para que possa ter certeza que irá correr, pelo menos, o mesmo tempo ou possivelmente mais. Você também pergunta as rotinas de treinos, adicionando uns quilômetros a mais na sua rotina para que, em algum grau, se sinta melhor que aqueles que você conversou.

Fingindo 

Você se inscreve para uma corrida longa que ainda não tem capacidade de completar apenas porque o seu amigo irá correr, ou porque quer estrear a sua nova roupa de ginástica.


Comparando você mesmo com os profissionais.

Você assiste as corridas na TV e, honestamente pensa: "Com muito treino eu posso fazer isso." E, normalmente, você nunca o fará.

Fingindo suporte para um amigo

Um amigo faz um tempo melhor na corrida e, você sorri e o parabeniza mas o que realmente está pensando é: "Agora, eu preciso treinar mais para melhor o meu tempo e ser melhor".

A inveja é um sentimento humano que todos nós experimentamos uma vez ou outra, querendo ou não, simplesmente porque não somos perfeitos. Entretanto quando esses sentimentos surgirem devemos admitir para nós mesmo que ele apareceu e usá-lo para o nosso próprio bem-estar, como por exemplo, treinar mais ou trabalhar para perceber que esse sentimento não fará bem para nós mesmos se entrarmos nessa competição velada e sem sentido e, muito menos para nossos amigos próximos.

A ideia é fazer o melhor que podemos e evitar prejudicar os outros. Não tentar ser o melhor corredor do mundo e, sim, o melhor corredor que podemos ser, levando-se em conta toda nossa trajetória de vida.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Bom pra cachorro

Fonte: www.runnersworld.abril.com.br

Você costuma levar seu cão aos treinos? Veja o que considerar para que vocês dois aproveitem a corrida sem riscos

Por Yara Achôa | Fotos Renato Pizzutto


Há quem não abra mão de companhia em sua corrida diária — e muitas vezes ela tem quatro patas. Correr com o cachorro deixa o treino mais divertido e diferente e cumpre a saudável função de fazer o bichinho gastar energias.
Mas é preciso tomar algumas providências antes de sair trotando por aí com seu cão. Nenhum cachorro ganha pique de maratonista de um dia para o outro. Assim como os humanos, o animal também precisa de condicionamento e treinamento para que o exercício seja eficiente e prazeroso. Sem isso, ele vai se cansar rápido e acabar atrapalhando o treino do dono.

Teoricamente, todos os cachorros podem correr com o dono, mas algumas raças estariam geneticamente mais preparadas. “Há corredores natos, como os galgos. Whippets e border collies também se adaptam bem”, diz a médica-veterinária Silvia Parisi, do portal na internet Web Animal. Em contrapartida, outros, como bulldogs e pugs, não aguentam exercícios prolongados. “Esses cães com nariz achatado, chamados braquicefálicos, têm de fazer muito esforço para respirar durante a corrida, o que pode levar até a uma parada respiratória”, afirma a médica-veterinária Regina Motta, da clínica Homeo Patas, de São Paulo.

Se o cãozinho tem menos de 6 meses de idade, é idoso ou está muito acima do peso, a corrida também é contraindicada. A quantidade de pelos também influi. Aqueles cachorros com pelagem abundante vão sentir muito mais o treino que os de pelos curtos. “É necessário ter bom senso e não querer que o animal se submeta a um tipo de treinamento que está fora de sua capacidade”, fala Silvia Parisi. Até porque, segundo as especialistas, para agradar ao dono o bichinho é capaz de ir muito além do que aguentaria normalmente.

Saúde para os dois

O treinamento inicial do animal é muito parecido com o do ser humano: começa com caminhadas diárias, aumentando tempo, distância e ritmo de maneira gradativa. “O importante é que seja uma prática agradável para o cachorro, do contrário não faz sentido submetê-lo a algo que só é prazeroso para o dono”, diz Silvia Parisi.

É importante também saber que, por sua constituição, os cães aquecem muito mais rápido que nós. Daí ofegam para diminuir a temperatura corpórea. Assim, o início e o fim do dia são horários mais frescos e indicados para as corridinhas na companhia de seu bicho de estimação. “O animal ainda deve beber água e até isotônico durante o percurso, em pequenas quantidades”, diz a veterinária Regina Motta. E todo exagero — seja em ritmo, tempo ou intensidade — também poderá causar lesões musculares e articulares em seu amigão, principalmente na região dos membros.

O melhor lugar para levar seu cachorro para correr sempre será o parque, pela interação com a natureza e pela segurança. Outra coisa importante a se observar é como conduzir o animal durante a corrida. Deixar o cachorro correndo solto é arriscado, por mais treinado que ele seja. Uma fêmea no cio, um gato, outro cão que lata para ele, tudo pode fazer com que se desvie do caminho e provoque acidentes e inconvenientes. Fora que muitas pessoas se incomodam com a presença de um cachorro solto, mesmo se você jurar de pés juntos que “ele é mansinho, não vai fazer nada”. A pessoa terá razão em reclamar com você, gerando um constrangimento desnecessário. “Por lei, em locais públicos o cachorro deve ser levado com coleira e guia”, diz a veterinária Regina Motta.

Para o cão acompanhar seu ritmo, procure levá-lo sempre do seu lado esquerdo. Não deixe que ele o arraste, pois a má postura poderá afetar a coluna do dono. E nada daquelas guias compridas, que podem afastá-lo demais de você e ainda se enroscar pelo caminho, complicando sua corrida. “Já um cão agressivo não deve correr, pois é necessário o uso de focinheira e isso é contraindicado para animais que correm. O cão não poderá abrir a boca e ofegar, e sua temperatura corpórea chegará a níveis perigosos”, diz Silvia Parisi.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Livro: Nascido para correr






Título: Nascido para correr

Autor: Christopher McDougall

Gênero: Livros Reportagem

Tradutor: Rosemarie Ziegelmaier

Páginas: 383

Formato: 14 x 20,5 cm

Preço: R$ 49,90





Nascido para correr
Christopher McDougall


Sinopse:
McDougall, um fã de corridas ao ar livre, sofria com constantes problemas ao se exercitar. Quando procurou um grande especialista em lesões esportivas, ouviu o diagnóstico definitivo: “O corpo humano não foi projetado para esse tipo de exagero”. No entanto, se quisesse uma solução verdadeira, não poderia percorrer apenas laboratórios, mas teria que se embrenhar entre os desfiladeiros mais isolados do México e passar pela maior aventura de sua vida, entre personagens inacreditáveis. E é neste ponto que a vida do jornalista se transforma para sempre.

O livro conta a história dos índios Tarahumara, que habitam a região de encostas e cânions inacessíveis na fronteira mexicana com os Estados Unidos. Eles são os melhores corredores do mundo, superando em muitas vezes a resistência de maratonistas experientes. Com a maior naturalidade, correm o equivalente a quatro vezes uma maratona nos piores terrenos e condições. O problema é que – apesar de viver em perfeita harmonia entre seus membros – não gostam da visita de estranhos que quebrem seus ritmos de vida. Para conseguir o contato e a confiança da tribo, McDougall precisou passar 

domingo, 17 de novembro de 2013

Campanha Adidas - Maratona 2006

Essa foi uma campanha feita pela marca Adidas para promover um novo tênis de corrida. Foram entrevistados diversos corredores de várias idades, formas e questionados sobre o que os motivava. Descobriu-se que todos possuem diferentes motivos sobre o porque correr. A campanha mostrou pessoas que não são profissionais de corrida, sem maquiagem e os mostrou como eles estavam antes ou depois da prova.  Um ótima campanha da Adidas que mostrou como pensamo, nós, corredores amadores. Isso foi um pedacinho de vida real.


2418: "O que importa, só se vive uma vez."

2824: "Meu pai apostou $20 que eu não faria em menos de 4horas."

2166: "Porque o número 2689 me chamou para participar."

3029: "A 2 anos eu não conseguia terminar, agora eu não consigo parar."

1508: "Eu sempre gostei de ter garotos me perseguindo."

Uma campanha excelente e muito bonita.





sábado, 9 de novembro de 2013

Filme: O lado bom da vida

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele "lugar ruim", Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".

Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.


O prazer de caminhar no parque

Fonte: http://o2porminuto.ativo.com

O cérebro humano, segundo cientistas, tem a capacidade – embora limitada – de permanecer calmo e concentrado, apesar dos ruídos constates aos quais está exposto. A fadiga cerebral é um problema que pode ser percebido com distrações e esquecimentos corriqueiros entre os pacientes.

Desta maneira, cientistas escoceses elaboraram um estudo para sugerir que caminhar por um parque arborizado pode atenuar e até diminuir a fadiga cerebral. Os pesquisadores averiguaram que ambientes naturais e espaços verdes tranquilizam a mente e o cérebro, desviando todas as atenções que, em espaços urbanos, eram voltadas à ruídos, movimentações e outros acontecimentos.

Alguns estudos anteriores constataram que pessoas que moram próximas a parques têm níveis de cortisol (hormônio do estresse) menores do que aqueles que vivem nos centros urbanos. Crianças com déficit de atenção também foram avaliadas, já que elas tendem a se concentrar melhor após passeios em áreas verdes.

Fonte: veja.abril.com.br


O “fascínio suave” da mente, como os pesquisadores da Universidade Heriot-Watt e da Universidade de Edimburgo chamaram os resultados das caminhadas em parques, ainda é difícil de provar. Contudo, recentemente, foi lançada uma versão portátil do eletroencefalograma (EEG), tornando-se possível o estudo de ondas cerebrais dos pacientes ao ar livre.

Com a novidade, os pesquisadores conseguiram através de eletrodos calcular os padrões cerebrais como frustração, atenção, excitação e calma. O levantamento mostrou que as áreas verdes reduzem a fadiga cerebral/mental.

Os cientistas recomendam que sejam feitas pausas na rotina para uma caminhada em locais onde o verde prevalece, já que o cérebro e a mente podem se encontrar em um estado meditativo, importante para aliviar o stress e os fatores que causam a fadiga.

domingo, 22 de setembro de 2013

Melhor amigo do homem!!!!

“Os cachorros são uma fonte de motivação externa, especialmente para quem não tem muita vontade de se exercitar. Verificamos que aqueles que têm um cachorro, por exemplo, andam em média 132 min por semana, enquanto os que não têm caminham cerca de 66 min semanais”, conta o pesquisador do departamento de Epidemiologia da Universidade do Estado de Michigan (EUA) Matthew Reeves.


Um estudo dele recentemente publicado no Journal of Physical Activity and Health revelou também que, do grupo de pessoas que levavam o seu cão para passear, 60% se encaixavam nas recomendações das agências americanas de saúde para a prática de atividade física moderada a vigorosa e quase a metade delas se exercitava em média 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

Os cachorros ajudam as pessoas a serem mais saudáveis de várias formas: eles dão amor incondicional, dão uma razão para elas acordarem cedo e tomarem conta deles, fazem com que sejam mais ativas, já que eles precisam ser levados para passear, e as ajudam a relaxar e se centrar nesse mundo bastante estressante em que vivemos.


Por que, então, não aproveitar essa oportunidade para se exercitar com o seu amigo?

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Origem da Maratona


"No ano de 490 a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.

Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.

Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Filípides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia. Filípides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço.

No entanto, Heródoto conta que, na realidade, Filípides foi enviado antes da batalha a Esparta e outras cidades gregas para pedir ajuda, e que tivera de correr duzentos e quarenta quilômetros em dois dias, voltando à batalha com os reforços necessários para vencer os persas

Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, Filípides foi homenageado com a criação dessa prova cuja distância era de 40 km, mas que desde 1908 está estipulada em 42,195 km."

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Maratona