Mostrando postagens com marcador Treinos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Treinos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de abril de 2014

Voltar a correr - Dicas

Fonte: http://www.aminhacorrida.com

Lesões, preguiça, férias…vários motivos podem contribuir para interromper os treinos.

Apresentamos de seguida algumas dicas (sem ordem de importância) para voltar a correr em segurança.

1.Prepare-se mentalmente

Não procure desculpas. Voltar a correr pode ser difícil, mas lembre-se o quanto se irá sentir melhor depois de voltar a correr e como o seu corpo irá agradecer.


2. Alargue horizontes

Quem disse que para voltar à sua boa forma de corrida só pode correr? Praticar outras modalidades desportivas, como bicicleta e natação, pode ser um óptimo adjuvante da corrida.

3. Aqueça e alongue

Comece o dia com alongamentos, como se estivesse fazendo fisioterapia. Muitos treinadores recomendam os alongamentos como rotina mesmo, uma prática independente dos treinos. E bastam algumas semanas parado para perder flexibilidade. Antes de treinar, aqueça. Se o aquecimento e os alongamentos já são importantes quando você está em forma, neste período de retorno são obrigatórios.

4. Comece aos poucos

Pode começar por fazer apenas pequenas caminhadas de 30 minutos. Quando o exercício ficar completamente cómodo pode aumentar o tempo e a velocidade. Também pode alternar a corrida com a caminhada.

5. Defina objectivos realistas

Não adianta querer os seus PBT numa semana nem não cumprir o adequado plano de treinos para quem regressa à corrida, pois pode provocar lesões e perder ainda mais tempo. Volte à corrida com calma e comece em ritmo moderado até conseguir voltar à sua forma anterior.

Defina objetivos claros e realistas (para não se desmotivar), como os tempos a atingir, provas a completar ou os quilos a perder e siga um plano de treinos com calma.

6. Respeite o seu corpo

Não peça mais do que o corpo pode oferecer. Se começar devagar e sentir que está cansado, abrande ainda mais. Você não será um corredor pior e sim um corredor mais inteligente se respeitar os seus limites.

7. Procure ajuda

Pode ser de um médico, de um parceiro de corrida ou do seu treinador (se ele ainda se lembrar de você…). Isso pode estimular a volta aos treinos e ainda trazer uma opinião de fora — normalmente um pouco mais sensata e realista do que a de um corredor frustrado.

8. Agende a corrida

Como qualquer outro compromisso, programe suas corridas. Faça da corrida uma prioridade na sua vida!

9. Divirta-se

Organize uma nova playlist para ouvir enquanto corre. Escolha um parceiro de corrida para conversar e puxarem um pelo outro.

10. Prepare o Equipamento

Adquira uma peça simbólica de equipamento exclusivo para a corrida, assim sentir-se-á motivado a ir experimentar. Outra dica é deixar a roupa preparada e à vista um dia antes, assim, se você desistir de correr terá de encarar a roupa e lembrar-se do seu fracasso.

11. Registre o treino

Registar os treinos e a evolução motiva as pessoas. Poderá também medir e registar a evolução do seu peso corporal, massa gorda, etc.

12. Mude a dieta

Mudar a sua dieta também ajuda o retorno à corrida. Alimentos naturais, integrais, incluindo frutas, vegetais, nozes, feijão e grãos integrais, vão proporcionar-lhe todo o combustível necessário para voltar a correr. E não se esqueça de beber muita água!

13. Aprenda com os seus erros

Em vez de ficar sentindo pena de si mesmo e sofrendo ao lembrar do corredor que você já foi um dia, identifique onde foi que errou. Se o problema foi a preguiça, encaixe o treino na sua rotina de uma maneira que você não tenha desculpas para não correr. Se foi por lesão, tenha muito cuidado no retorno: faça um percurso plano e fácil, num horário com pouco movimento.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Treinamento para longas distâncias

Uma grande questão que muitos iniciantes do maratonismo (e muitos maratonistas experientes) possuem é: 

De quanto tempo devem ser meus treinos e quantas vezes por semana eu devo correr ?

A resposta, claro, varia de acordo com o indivíduo e os seus objetivos, mas há algumas regras gerais e sugestões.

Enquanto um maratonista de elite pode executar dois treinos por dia e mais de 100 quilômetros por semana, enquanto treina para uma maratona; o corpo da maioria dos mortais não poderia suportar tamanha intensidade (e quem pode achar que o tempo para isso afinal?). 

Em geral, os componentes importantes no desenvolvimento de um programa de treinamento de maratona para a maioria das pessoas são estes:

- Gradualmente aumentar a distância semanal até duas a três semanas antes da prova.

- Inclua dois longos espalhados pela semana, talvez um durante a semana e a outro no fim de semana.

- Inclua um dia de tiros e/ou integrar farleks em seus treinos regulares.

- Tente treinar seis dias por semana.

- Os treinos entre suas corridas longas não precisam ser mais longos do que 6-10 quilometros.


As corridas mais longas :

O ponto é este: Seu corpo não vai se acostumar a correr longas distâncias, a menos que ele tenha sido treinado para essas distâncias em uma base regular. Entretanto, o corpo precisa de descanso entre essas corridas, o que é por isso que sugerimos, no máximo, duas corridas longas por semana e distância moderada nos outros dias. No início de seu programa de treinamento, essas corridas longas poderiam ser de 10 quilometros cada. Então, conforme as semanas passam, gradualmente aumentá-los. 

Talvez duas primeiras semanas: corridas longas como 10 e 12 quilometros, três semanas 11 e 13, na semana quatro: 12 e 14, etc Aumentar gradualmente até suas distâncias alcançarem 40 a 42 quilometros, duas semanas antes da prova. Neste ponto, você já construiu uma excelente base. E, lembre-se, as outras corridas estão lá para servir a um propósito diferente; O SEU OBJETIVO.

domingo, 9 de março de 2014

A hidratação

Fonte: http://www.kalenji-running.com

A água é o componente mais importante de nosso organismo, representando cerca de 60% do corpo; de onde a importância de compensar as perdas durante e depois da corrida. Você sabia disso? Um corredor perde cerca de 0,5 à 1 litro de água por hora para uma caminhada, em uma velocidade lenta, e mais de 1,5 à 2,5 litros de água por dia para uma corrida em velocidade elevada. A hidratação é uma prioridade para qualquer corredor, antes, durante e depois! A desidratação será o pior inimigo do desempenho da corrida, reduzindo sua velocidade de deslocamento, e será a causa de dores musculares e nos tendões.

Você sabia ?

Uma desidratação imperceptível de 1% do peso do corpo, eliminado em água, diminui os desempenho musculares e físicos em 10%.

Durante o treino ou a competição de running, uma boa hidratação é indispensável para evitar o surgimento de lesões, tendinites, cãibras, fadiga, hipertermia, distúrbios digestivos, diminuição do desempenho.

A água é indispensável depois de qualquer esforço do corredor.


1 – Eu tomo boa quantidade de água por dia
O adulto perde cerca de 2,5 litros de água por dia. O objetivo será então de compensar suas perdas, no intuito de equilibrar o aporte hídrico. Normalmente, as três refeições diárias trazem um litro de água, o meio litro restante será obtido ao tomar água.

Por ocasião de suas saídas de corrida, essas necessidades deverão ser aumentadas, em caso de temperatura ambiente elevada e uma atmosfera seca, sobretudo durante a atividade física.

2 – Durante a corrida, nunca espere sentir sede para beber
A sensação de sede não é um bom indicador do estado de hidratação corporal, pois ela aparece tardiamente. Ela se manifestará quando o esportista já estiver em estado de desidratação de pelo menos 1% do peso corporal. É preciso então trazer mais água do que a quantidade reclamada pelo organismo.

Você sabia?: Uma perda de 2% do peso corporal em água pode diminuir o desempenho esportivo de 20%!!!

3 – Me hidrato o suficiente

No intuito de manter uma temperatura corporal próxima da normal, o organismo utiliza um sistema de resfriamento eficiente: a transpiração. Em média, as perdas associadas à transpiração estão entre 0,5 a 1 litro/ hora e podem chegar a até 3 litros e até mais nos praticantes de jogging treinados. De onde a importância de compensar a água perdida pelo suor, para evitar o risco de desidratação.

4 – Me hidrato regularmente

É preciso beber antes, durante e depois da atividade.

Antes da corrida, é preciso antecipar as perdas em água que ocorrerão durante o esforço,
Durante a corrida, é preciso compensar as perdas em água, devido à transpiração

Depois da corrida, é preciso continuar a hidratação, para compensar as perdas inevitavelmente ocorridas e evitar um déficit em água que pode ser a origem das dores musculares.

Para assegurar uma boa hidratação, durante suas saídas de running, é preciso tomar água a cada 10/ 15 minutos, cerca de 100 a 150 ml (1 a 2 goles). Não tome água muito fria, para não correr o risco de gerar problemas gástricos, a bebida deve estar fresca, mas não gelada. A temperatura deve situar-se nos arredores de 15°C.


5 – Reconheço os sinais de uma desidratação

Os primeiros sinais de uma desidratação são principalmente:

- Sensação de sede,

- Elevação da frequência cardíaca,

- Diminuição da tensão arterial,

- Queda de desempenho.

Uma desidratação moderada será ressentida por fadiga e um cansaço.

Uma desidratação severa será ressentida por uma sensação elevada de sede durante o esforço, pernas pesadas, falta de fôlego, dores musculares e dos tendões, entorses (…).

Uma desidratação severa acarreta uma alteração do estado geral, podendo necessitar de aconselhamento médico urgente.

Assim que um desses sinais aparecer, já é muito tarde para reagir, pois a capacidade de absorção do estômago é insuficiente para suprir rapidamente uma desidratação.

Não esqueça de hidratar-se regularmente!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Planilha de treinos - Março


Olá atletas do Clube 12 km, neste mês de março estamos iniciando nosso período específico de treinamentos visando nossa principal prova a Rústica Tiradentes. Este período se caracteriza a treinamentos visando melhorar a corrida de 10 km, melhorando a economia de corrida, coordenação e o ritmo de corrida.
Como vocês notaram os treinos mudaram um pouco, vários tem distâncias distintas de tiros geralmente alguns mais longos em ritmo de 5 km de cada um, com alguns tiros curtos em ritmo abaixo do melhor de 3 km de cada atleta, no final do treino, desta forma se faz necessário respeitar os ritmos passados nas planilhas pois ele são calculados para melhorar a sua performance diminuindo o risco de lesões e sobrecargas de treino, gerando um grande benefício na sua corrida.
Nunca se esqueçam também de um bom aquecimento, colocado no topo da planilha e alongamento principalmente no fim dos treinos.
No mais é só se dedicar aos treinos e com certeza na prova dia 27 de Abril todos terão um grande desempenho seja recorde pessoal, ou mesmo completar sua primeira prova de 10 km.

Por: Luciano Andrade.


terça-feira, 4 de março de 2014

Fratura por estresse do calcâneo

Fonte: www.globoesporte.globo.com

As lesões nos pés dos atletas são muito mais comuns do que se pode imaginar. Mas, na maioria dos casos, elas surgem quando os esportistas não seguem as orientações básicas passadas pelos especialistas. Um dos problemas mais encontrados é a fratura por estresse no calcâneo. Nesse caso, o corredor é obrigado a dar um tempo na atividade física. Ela pode ocorrer como resultado de quedas, impactos na corrida, esportes de salto, lesões, torção ou através de um processo patológico, como a osteoporose.

O calcâneo é o osso que forma o calcanhar e o maior e mais volumoso do pé. Em atletas de corrida, a lesão mais comum no calcâneo é a fratura por estresse. Ela é diagnosticada, geralmente, em praticantes mais pesados e que não utilizam um bom tênis com amortecimento ou que não tenham uma boa biomecânica da corrida, ou seja, que aterrissam com o calcâneo ao solo, jogando todo o peso dele e diminuindo assim a velocidade de sua corrida, além de aumentar o impacto sobre a região.


COMO EVITAR

- Usar tênis adequado ao tipo de pisada;
- Preocupar-se com o sobrepeso;
- Não treinar além do necessário;
- Alongar os músculos das panturrilhas e tendões calcâneos sempre após treinos e provas.

TRATAMENTO

O atleta para de treinar e começa a fazer fisioterapia. O médico orienta o uso do "robofoot" e o fisioterapeuta utiliza laser, ultra-som e correntes para analgesia. O tratamento evolui de acordo com o quadro sintomático do atleta. Tem que fortalecer a musculatura da perna, alongar e fazer o retorno gradativo ao esporte através dos exercícios de propriocepção e do gesto esportivo.

Para manter o condicionamento do atleta, orienta-se praticar esportes sem impacto – musculação para membros superiores, sem restrições, e para membros inferiores, com restrições, desde que não seja utilizada articulação do pé. A corrida na água, também chamada de "deepp running" é sempre bem-vinda.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será o tratamento e menor será a progressão da lesão. A prevenção consiste em não sobrecarregar a região do calcâneo com alto impacto. É possível perceber que essa sobrecarga está acontecendo quando o pé faz muito ruído ao tocar o solo. O treino dos músculos responsáveis por absorver o impacto do corpo com o solo pode ajudar (por exemplo ,o quadríceps e os glúteos), porém uma consulta com um especialista nesses casos é essencial para prevenção da fratura.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Confira 10 alimentos para consumir antes do treino



Fonte: http://wp.clicrbs.com.br

1 - AVEIA - Por ser rico em fibras, tem a particularidade de liberar energia de forma mais lenta e gradativa, o que gera uma aceleração do metabolismo. Pode ser usado em sucos, vitaminas, iogurte, mingau, etc.





2 - IOGURTE - Rico em cálcio, necessário para a contração muscular. O melhor é o desnatado, pois a gordura antes da malhação atrapalha a digestão e não libera energia suficiente para o gasto.

3 - AÇAÍ - É recomendada para quem se exercitará por mais de uma hora e meia e sofrerá desgaste físico, pois se trata de uma fruta energética e calórica. Também é fonte de antioxidantes, combate os radicais livres gerados pela atividade física.


4 - BANANA - É uma fruta rica em carboidratos, vitaminas do complexo B e potássio. É uma ótima opção para um lanche rápido, pois é rica em energia (evita câimbras durante os treinos), apesar de não ser muito calórica. Ficará ainda mais rica se misturada com algum cereal (aveia, granola ou linhaça) e mel.

5 – OVO - Proteína de alto valor biológico, repara as fibras musculares. A clara é albumina pura, com zero de gordura, e, ao contrário da gema, que contém colesterol, pode entrar no cardápio em quantidade maior

.

6 - BATATA DOCE - Trata-se de um carboidrato capaz de doar energia rápida para quem quer aumento de massa ou performance atlética aeróbica.



7 - PEITO DE FRANGO - Fonte de proteína bem magra, com alta % de proteína por porção, de fácil digestão, rápida absorção, 0% gordura, 0% carboidrato e baixo sódio. O ideal é consumir o peito de frango grelhado, ou ao molho de tomate. Nunca frito, à parmegiana, à milanesa, etc.

8 – SEMENTES DE ABÓBORA - Boas fontes de ácido alfa-linolênico, uma forma vegetal de ômega-3 que pode ajudar a combater a inflamação, um fator da dor muscular.

9 – QUINOA - É um supergrão repleto de proteína. Embalado com ferro, fibras e cálcio, necessários para a contração muscular, e até mesmo de potássio e magnésio, responsáveis pela hidratação. É um carboidrato complexo de alta qualidade (sim, o tipo bom de carboidrato), que você deve inserir no seu hábito alimentar.




10 – CHOCOLATE - Pesquisas sugerem que os antioxidantes presentes no chocolate amargo podem aumentar a força nas pernas, a capacidade de resistência e também ajudar a prevenir a dor muscular pós-treino.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O treino de Fartlek




Fonte: http://www.atletismo.carlos-fonseca.com

A palavra "fartlek" derivada dos suecos, desenvolvida nos anos 30 e que significa "speed play" (fart=speed and lek=play) (Correr e brincar).

O fartlek pode providenciar uma excelente resistência numa sessão de treino, bem como ajudar a desenvolver a velocidade na corrida.

O uso do “fartlek” veio fornecer um método menos estruturado àquele que é conhecido como “séries” ou treino intervalado. Enquanto que, no treino intervalado o método exige a corrida duma certa distância num determinado tempo, com um período de descanso determinado, o fartlek é a corrida por um determinado tempo, 2 minutos por exemplo sobre terreno ondulado ou plano onde quer que o seu percurso o leve. O esforço prescrito pode ser num ritmo de uma prova de 10kms ou à velocidade a que você deseja fazer o seu treino. O tempo entre esforços é normalmente num ritmo fácil para permitir a recuperação antes do esforço seguinte.

A intensidade, duração e tipo de terreno é determinado pelo atleta. Fartlek pode ser utilizado em todo o tipo de terrenos, inclusive em pistas de atletismo.

O fartlek tornou-se num método popular de treino utilizado pelos corredores, ao fornecer uma agradável e construtiva alternativa ao simples calcorrear do alcatrão das ruas sem qualquer finalidade ou plano.

Fartlek - o jogo da velocidade, é essencialmente um método de treino que compreende alguma mudança da velocidade [esforço] e ao mesmo tempo apreciar a sua sessão de treino. É um método de treino similar mas desigual ao intervalado. O treino intervalado é mais disciplinado, preciso e objectivo do treino. Fartlek não é tão exigente e pode ser incorporado para cobrir as suas necessidades.

Fartlek é uma forma de correr quer em estrada quer em mata, na qual o corredor, geralmente sozinho, varia o ritmo significativamente durante a corrida. É geralmente considerada como uma técnica avançada de treino, para o corredor experiente que tem usado o treino intervalado para desenvolver a velocidade e para melhorar o seu sistema anaeróbico. No entanto, o corredor comum pode igualmente tirar proveito de uma forma simplificada do treino de Fartlek, desenvolver a sua perfomance e introduzir a variedade no programa de treinos.

Uma forma “suave” de Fartlek pode igualmente ser benéfica para “o corredor comum”. Aqui estou a pensar no corredor de estrada que treina normalmente numa distância variada, num ritmo razoável e constante, para o qual pode ter feito ou não um programa de treinos específico.

A técnica aqui é introduzir na sua corrida normal, curtos períodos num ritmo ligeiramente mais elevado. Mantê-los por um curto período de tempo, digamos 200-400 mts (marcar por exemplo uma certa curva na estrada, ou poste de iluminação ou algum outro marco mais adiante). Reduzir então o seu ritmo abaixo do seu normal ritmo do corrida, ou fazê-lo a trote, até que recupere inteiramente e a sua respiração retornar ao normal. Voltar então ao ritmo normal, e marcar outro intervalo ligeiramente rápido mais tarde no seu treino. Desta forma você está a impor um esforço extra no seu treino habitual que, a seu tempo, conduzirá a uma melhoria na sua velocidade no seu ponto inicial anaeróbico.

Pode usar este método para desenvolver o seu auto-conhecimento, concentrando-se no que está a sentir enquanto utiliza ritmos diferentes. Que ritmo rápido pode alcançar até a sua respiração regular, começar a ser trabalhada? Após reduzir o ritmo, quanto tempo leva até a sua respiração voltar ao normal? Que acontece ao comprimento da passada enquanto aumenta a velocidade?


Principais Objectivos

- Preparar os atletas para as mudanças de rimo que por vezes acontecem durante as competições.

- Colocar algum trabalho de predominância anaeróbia no treino de atletas que normalmente só desenvolvem a resistência aeróbia.

- Fazer a transição entre um período de treino baseado quase exclusivamente na corrida contínua em ritmo uniforme e o trabalho específico através dos métodos intervalado ou fraccionado (as séries).

- Nos atletas mais jovens é a forma ideal de começar a introduzir o tra­balho com ritmos mais rápidos, e antes de se avançar para o treinointervalado.

- Variar o treino do atleta que normalmente se baseia na corrida contínua e por vezes se torna um pouco monótono. 


Tipos de Treino

Agora a questão é como se deve fazer exactamente esse "Fartlek". Não há receitas, mas o treinador deve definir determinados parâmetros:

- Tempo ou distância dos períodos de corrida com ritmos mais rápidos.

- Tempo ou distância dos períodos de corrida com ritmos mais lentos (recuperação)

- Número de repetições dos períodos de corrida em ritmos mais rápidos.

- Intensidade (ritmo/velocidade) dos períodos de corrida em ritmos mais rápidos.

- Tempo de duração do aquecimento (corrida contínua em ritmo uniforme).

- Tempo de duração do retorno à calma (corrida contínua em ritmo uniforme).

AGORA É SÓ TREINAR

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

16 dicas para ser um amador de elite

Fonte: www.02porminuto.ativo.com.br

A boa notícia é que é possível bater recordes pessoais e cruzar a linha de chegada na frente, mesmo sendo amador — no caso, amador de elite. Todo mundo (e isso inclui você) tem potencial para ser a bolacha mais recheada do pacote, mas para isso é preciso ter fome de vitória, ou “sangue nos olhos”. Sem garra e determinação, nada feito. Para ajudá-lo a chegar lá, consultamos especialistas nas áreas de treinamento (Marcelo Butenas, diretor técnico da Butenas Assessoria Esportiva) e psicologia do esporte (João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, e Daniela Chaves, colaboradora da Comissão de Psicologia do Esporte do Conselho Regional de Psicologia do Paraná), além de atletas que integram o time de elite.

1. Trace uma meta e vá buscá-la
Como qualquer manual de autoajuda ensina, o básico para seguir adiante no que quer que seja é traçar uma meta e buscá-la. Assim, não desista no meio do caminho e sinta-se realizado quando ela é alcançada. Pegue o seu calendário de corridas, escolha uma que seja o seu sonho, estabeleça se irá fazer neste ano, no ano que vem ou mesmo no próximo, e trace um planejamento para chegar lá. E depois? Depois é traçar outra meta, fazer o esforço necessário e tentar alcançá-la. O estabelecimento de metas influencia o comportamento indiretamente — afasta a preguiça e evita que você mate treinos sem necessidade, por exemplo — e afeta fatores psicológicos importantes, como confiança e ansiedade.

2. Saiba o seu real potencial por meio de testes
Como os grandes mestres do assunto vivem repetindo, a corrida nunca deve ser feita com agressão ou sofrimento. Seu ritmo deve ser baseado na quantidade máxima de oxigênio que você consegue colocar na corrente circulatória (VO2 Máx.) e no teste limiar de lactato (ponto em que o corpo não consegue controlar a acidose provocada pelo exercício e entra em processo de fadiga), jamais pela sua idade. O objetivo é manter um equilíbrio entre gasto (pelo esforço) e alimentação (pela respiração), de tal forma que o seu organismo esteja sempre em equilíbrio.

3. Aumente o seu limite aos poucos
Testar os limites do corpo, como sabem os profissionais, não tem nada de natural. A provação aumenta o risco de contusões e dores. A maioria dos amadores, é verdade, está muito abaixo desse limite máximo de volume de treino. Aumentá-lo costuma ser um meio eficiente de melhorar a performance. Mas é preciso ir aos poucos. A recomendação mais tradicional é elevar a intensidade dos treinos em no máximo 5% por semana, durante três semanas seguidas e, na quarta semana, tornar a reduzir um pouco o volume, para o corpo descansar e adaptar-se ao esforço extra. Se não for assim, em vez de evoluir, o corpo começa a andar para trás.

4. Esteja na melhor forma
Saber que você pode ir além — e não quebrar — o faz mais forte que o sujeito que foi tomar banho mais cedo. Muitas vezes, o vencedor não é o mais talentoso, e sim o que treinou mais. Porém, a chave para vencer não é treinar muito. Acima de tudo, é preciso treinar direito. Tenha objetivos, mas não queira conseguir tudo em uma semana.

5. Melhore a técnica de corrida
Muitas pessoas acham que correr, assim como andar, é só uma questão de colocar um pé em frente ao outro. Mas essa é uma atividade que envolve técnica. Trabalhe com variações de velocidade e de terrenos, e peça ao seu treinador para elaborar um treinamento funcional. A partir do momento em que você melhora a postura, o movimento do corpo se torna mecânico e fácil de ser realizado.

6. Transpire mais que os outros
Há alguns anos, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam a pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido. O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas — todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres — faltou dedicação. O mesmo vale para quem pratica esportes: gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração.

7. Não perca o ritmo
Uma corrida é dividida em três partes, sempre progressivamente. Por isso, controlar o ritmo é crucial. Um corredor tem de dosar as energias o tempo todo e saber qual é o momento de acelerar. Para não errar no cálculo, um bom truque é ficar de olho em algum corredor que esteja à sua frente e que tenha um bom ritmo. Na medida do possível, cole nele. Imagine que ele tem um ímã que está puxando você em direção a ele.

8. Não tenha medo de vencer
É comum uma pessoa insegura, mesmo convencida de que merece aumento de salário, mudar de ideia durante a conversa com o chefe. O mesmo vale para um corredor com boas pernas, mas sem cabeça de vencedor. Para driblar essa deficiência, você precisa se automotivar, cair e se levantar de cabeça erguida, correr atrás do que falta, ter força de vontade para chegar lá. O bom é que quanto mais você vence, mais fácil fica. Depois que conhece o sabor da vitória, não quer mais parar.

9. Engane seu corpo
Quem joga a toalha antes, o corpo ou a cabeça? Muito frequentemente sua cabeça é que se rende primeiro, enquanto seu corpo ainda tem gás sobrando. O que faz você parar é a queda dos níveis de glicogênio baixos, o principal combustível para os seus músculos. Com medo de esgotar os estoques, o cérebro diz que não dá mais, ainda que tenha alguma reserva de energia. O segredo para não jogar a toalha é manter o tanque abastecido. A cada meia hora, consuma um carboidrato de absorção rápida (aquele em gel). E vá em frente.

10. Treine seu cérebro
Para ser um vencedor, não basta realizar treinamentos físicos e técnicos: é preciso treinar a mente e conhecer as próprias emoções. Atletas e treinadores cada vez mais reconhecem que fatores psicológicos influenciam o desempenho. Ansiedade, concentração e confiança são algumas interferências que podem sabotar a sua corrida, caso não sejam trabalhadas, analisadas e fortalecidas. O objetivo é derrubar as barreiras psicológicas que o impedem de atingir seu rendimento máximo, como pensamentos negativos (que a psicologia do esporte chama de “intrusos” e que derrubam atletas nos momentos mais importantes), medos e inseguranças. Uma das técnicas para isso é imaginar-se um cavalo forte e musculoso cavalgando pelas ruas, ou visualizar as pernas como se fossem rodas de bicicleta. Ao se concentrar nessas imagens, você sente que não faz esforço para correr.

11. Acelere o autoconhecimento
Os atletas de alto desempenho têm uma habilidade que os psicólogos chamam de dureza mental, que lhes permite ter sucesso nos momentos críticos, como não deixar a peteca cair quando estiver cansado ou dar um sprint nos quilômetros finais de uma maratona, por exemplo. Essa competência pode ser aprendida e treinada com profissionais da psicologia esportiva. Para isso, é preciso fazer um mapeamento prévio de suas características psicológicas e emocionais. Ou seja, você precisa se conhecer — inclusive, conhecer os próprios limites.

12. Tenha um mantra para chamar de seu
Repetir mantras durante a corrida também conta pontos. Recentemente, durante uma ultramaratona disputada na Austrália, a canadense Bernadette Benson repetia a frase “Implacável, para a frente e progresso!”. Coincidência ou não, ela venceu a prova de 1.000 km! Você pode simpli car a mensagem repetindo apenas: “Vou conseguir! Sou vencedor!” À medida que você associar este mantra ao treinamento mental, ele virá muito fácil no momento da prova.

13. Cultive os pensamentos positivos
Pensamentos negativos durante a corrida são um veneno. Porém, como são automáticos, muitas vezes a gente nem se dá conta deles. É como se uma voz casse dizendo no seu ouvido: “Você não vai conseguir!”

Para driblá-los, o processo mental é bem simples: basta não car pensando na tentação e focar naquilo que é realmente importante no momento — como terminar a prova no mesmo ritmo, por exemplo. Para isso, é possível repetir pensamentos positivos durante a competição, como “treinei muito e estou pronto para esse desafio” etc. Esse tipo de pensamento atua para revigorar o ânimo. Cultivar pensamentos positivos é um exercício tão importante como o fortalecimento muscular ou o aprimoramento de uma técnica especí ca de treino ou competição.

14. Invista nos pontos fracos
Quem acha que para correr é preciso apenas ter fôlego está enganado. Existem aliados que complementam a preparação do corpo para que ele suporte as solicitações físicas, como a musculação, por exemplo. Muitos corredores têm preconceito contra ela, mas a musculação é importante na corrida porque ajuda a tratar assimetrias musculares e evitar a fadiga, prevenindo lesões. Sem contar que controla o peso, aumenta a resistência muscular e a força. É um complemento indispensável. Geralmente, nossos pontos fracos existem justamente porque não insistimos neles.

15. Não perca o ritmo
A menos que você seja queniano, não é o recorde mundial que está tentando alcançar — é o pessoal. Por isso, mantenha o ritmo, em vez de tentar acompanhar o pelotão. Chegará um momento em que as sucessivas vitórias sobre si mesmo ampliarão o seu olhar para os adversários e, aos poucos, seu foco se voltará para derrotar os adversários externos. Do contrário, sem querer, você pode forçar demais e quebrar. Prova perfeita é aquela em que o corredor extrai de si o máximo que era possível fazer naquele dia, não importando a sua colocação. Correr com os líderes só é a melhor estratégia quando o propósito é vencer a prova.

16. Mantenha o foco
Outra técnica para superar os pensamentos negativos é ficar focado apenas na corrida — procurando não levar problemas ou questões familiares/ profissionais para a competição. Pense na passada seguinte, por exemplo, ou na próxima curva ou ainda no próximo quilômetro. Também é possível se concentrar em uma tarefa que seja útil para o seu resultado na corrida, como calcular no relógio o seu ritmo de corrida, o que ajuda a afastar os pensamentos negativos. Se nada disso funcionar, experimente ficar zen, simplesmente. Para a triatleta Fernanda Keller, o grande segredo do esporte de longa duração e alta performance é este: ter a mente limpa. “Não pensar em nada, ficar concentrado em correr e respirar”, diz.


O único adversário de um corredor durante uma competição é o próprio corredor. O único aliado, idem. É justamente essa sensação que costuma motivar alguns atletas de ponta. “Quando está difícil, adoro a sensação ‘Se vira, é com você! Não falou que ia fazer Ironman?’”, conta a triatleta Fernanda Keller. “Sempre procurei, na hora do vamos ver, não depender dos outros”, diz Alexandre Ribeiro, tetracampeão de Ultraman. Para isso, a autoconfiança, a autoestima, o equilíbrio e a segurança devem estar em harmonia, fazendo com que a esfera psicológica atue sempre a seu favor.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A mistura: Isotônicos e Carboidratos em gel


Fonte: http://www.corredortrainer.com.br/

Durante as provas ou treinos longos, é comum os atletas utilizarem carboidratos em gel, isotônicos  para repor osnutrientes que estão sendo perdidos durante a prática da atividade física.

Fácil de manusear, o carboidrato em gel tornou-se item obrigatório para muitos corredores. Mas a combinação desse suplemento com as bebidas isotônicas pode trazer perigos aos atletas.

Segundo os nutricionistas esportivos, a combinação pode causar problemas gastrointestinais e até alteração na pressão arterial. O consumo combinado dos dois suplementos faz com que a concentração de carboidratos aumente muito durante a prova, causando desconforto aos atletas.

O recomendado é ingerir o carboidrato em gel com água e deixar a bebida isotônica para outro momento da prova. Lembre-se de dar um bom intervalo de tempo entre os dois. Se o corredor utiliza géis de carboidrato com mix de vitaminas e minerais, não há necessidade de usar o isotônico.

Atenção à hidratação durante a prova

Em provas longas, deve-se redobrar a atenção com a hidratação e areposição dos nutrientes. Confira algumas dicas:

- Tome entre 300 e 500 ml de água duas horas antes da largada;

- 15 minutos antes da prova, utilize um sachê de carboidrato em gel ou coma até 6 jujubas;

- Beba água em todos os postos de hidratação. Aproveite para jogar água na cabeça e nuca, para auxiliar no resfriamento do corpo;

- A cada 7 ou 8 km de prova reforce o consumo de carboidratos, com o sachê em gel, jujuba ou bebida isotônica.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Roupas Adequadas para Atividade Física


Fonte: http://www.dicasparaperderpeso.com.br/ - Artigo publicado por Aline Silveira

Na hora de praticar uma atividade física algumas pessoas podem não saber quais são as roupas adequadas a atividade e nem qual a sua importância. Não é uma questão de moda, a atividade física requer roupas e sapatos adequados. Isso influencia no desempenho e até na saúde do atleta, que por causa de um sapato errado pode prejudicar sua coluna, por exemplo.




Roupas mais comuns
Para quem não está familiarizado com o mundo das atividades físicas, precisa saber que algumas vestimentas são mais comuns e fáceis de encontrar. A moda fitness permite que as pessoas façam exercícios com roupas de qualidade e ainda com um toque de moda. Para os homens, as roupas comuns e que devem ser usadas são bermuda, camiseta, meias de algodão, blusa e calça de agasalho.




O material das roupas é outro ponto importante, devem ser feitos de algodão, lycra, tactel ou tecidos como Dri-fit, Climalite e Gore-Tex, feitos para atividade física. Nada de jeans e roupas pesadas que não deixam a pessoa à vontade.

Para as mulheres, também tem as calças, shorts que podem ser as famosas leggings feitas de lycra, agasalho, camisetas e tops que dão mais sustentação aos seios do que os sutiãs. Para as mulheres, vale a mesma regra de tecidos. Todas as roupas devem ser frescas para não bloquear o suor. O mito de quanto mais suor, melhor deve ser esquecido. Quanto mais suor, maior a desidratação e risco de pressão baixa e desmaios.

Acessórios
No mundo da ginástica também estão presentes os acessórios. Os acessórios ideais para praticar atividades físicas variam de acordo com o esporte. Na corrida ao ar livre como corridas e caminhadas deve usar boné, protetor solar e óculos. 





Para aqueles que possuem cabelo comprido faixas e prendedores de elásticos não podem faltar para prender os cabelos.






quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

10 dicas para correr no calor

Fonte: http://runnersworld.abril.com.br


O calor é um dos piores entraves dos treinos de corrida. Mas não deixe de treinar por causa das altas temperaturas. Nós ensinamos como evitar o calor para você aproveitar seus dias e não parar de correr.




1 – Beba sempre
No clima quente você deve consumir ao menos dois copos de água a mais que o habitual. Se você vai correr bem cedinho, o melhor a fazer é se hidratar bem no dia anterior. A regra básica é beber entre meio litro e um litro de líquido por hora de exercício, ou 90-180 ml de líquidos a cada 15-20 minutos. Use também as bebidas que contêm eletrólitos, porque o suor elimina uma grande quantidade de sais minerais do organismo. Use alguma bebida que contenha entre 25-50 gramas de carboidratos, 230-345 mg de sódio e 40-100 mg de potássio.

2 – Corra muito cedo ou muito tarde
Alguns corredores executam seus treinamentos por volta das cinco da manhã. Justamente para não sofrer com o sol, principalmente em regiões com temperaturas que ultrapassam os 30º C. Se você não pode acordar tão cedo (ou não gosta), procure treinar o mais tarde possível. Embora o sol atinja seu ponto mais alto no céu ao meio-dia, a temperatura da superfície da Terra chega a seu pico entre três e cinco horas da tarde. Alguns atletas optam por uma corridinha noturna e sem camisa.

3 – Planeje seu treinamento
Faça sua sessão em um parque com bebedouros e locais que vendam alimentos e bebidas. Uma possibilidade é programar um circuito que inclua locais onde você possa encher sua garrafinha ou até deixar alguma escondida pelo percurso. Outra alternativa é fazer um percurso circular e passar várias vezes em frente de sua casa, deixando água ou bebidas esportivas prontas para o consumo. Um truque enviado por um corredor do Egito é realizar um passeio de bicicleta por seu percurso de corrida e deixar bebidas durante o caminho.

4 – Verifique o índice térmico
Não é o calor, mas a umidade do ar que mais afeta os corredores. Por exemplo, pode ocorrer uma temperatura de 37 º C às 8h, nas zonas costeiras, mas se a umidade chega a 100% você vai sofrer muito mais. A umidade do ar reduz a capacidade do corpo para refrescar-se pelo suor. O índice térmico é a combinação entre a temperatura com a umidade relativa do ar para fornecer o valor da temperatura aparente, que é o verdadeiro calor. Institutos de Meteorologia divulgam alertas quando essa humidade atinge valores de 40,5%. Verifique a previsão do tempo antes de um treino longo. Em algumas áreas, a temperatura não cai muito durante a noite e a umidade é maior no início do dia.

5 – Material certo
Quando for correr no Verão, tente usar roupas muito leves e se possível com tecidos inteligentes para dispersar o suor. Assim a temperatura de sua pele ficará mais fresca e o treinamento, mais agradável. A roupa de cor clara reflete o calor e se estiver um pouco ‘folgada’, o ar pode circular melhor. Os bonés não servem apenas para a proteção contra o sol. Tente colocar um pouco de gelo sobre o boné. Seu efeito de resfriamento pode durar até 40 minutos. Além disso, com o derretimento do gelo, a água escoa gerando uma refrigeração. Você sentirá a diferença.

6 – Adapte-se ao calor
A boa notícia é que o corpo começa a se adaptar às altas temperaturas em 3 ou 4 dias, mas pode demorar até duas semanas para ocorrer a aclimatação. De acordo com Alberto Aguirre, um corredor de Guadalajara, no México, "correr em minha cidade é enfrentar o calor na maioria das vezes, por isso o meu "segredo" é lidar com ele diariamente. Longos de 30 km ao meio-dia são muito difíceis, mas com a adaptação gradativa fica mais fácil completa-los, mesmo com o clima quente."

7 – Seja sensato
Rik van der Vaart, que sofreu um golpe de calor quando se mudou para os trópicos em Aruba, há 10 anos tem uma dica. "Pare o treino, vá para uma sombra e beba água gelada se você sentir náuseas, enjoos ou dores de cabeça durante sua corrida ao sol". Há outros sinais de alerta tais como mal estar e parar de suar. Nesses casos pare e vá para um lugar com sombra e frio. Acima de tudo ouça seu corpo e siga os sinais que ele lhe envia.

8 – Vá pela sombra
Se você tiver oportunidade, no Verão, viaje para regiões montanhosas, com temperaturas mais frias. Em qualquer momento, se você puder passar por uma sombra será um alívio, por exemplo, no aquecimento, ao parar para beber água e no alongamento. Desenhe suas corridas em áreas residenciais e arborizadas para aproveitar as sombras. Alguns parques oferecem até irrigadores que molham e refrescam o corpo ligeiramente.

9 – Ritmo lento
Deixe a maratona para o inverno. A temperatura ideal para os 42 km é de 12 º C, segundo o Dr David Martin, da Universidade da Geórgia (EUA). A cada 4 º C acima dessa porcentagem piora a sua marca em um minuto ou mais. Sua marca em uma corrida de 10 km a uma temperatura de 27 º C é de cerca de 10% pior do que a 15 º C. Algumas corridas pelo mundo oferecem aspersores (espécie de borrifador de água automático) para refrescar os corredores, e inclusive nebulizadores em vários pontos ao longo do percurso. No verão não se pode querer correr no máximo de sua potência, como você faria na temperatura ideal.

10 – Aproveite
Aproveite o calor e principalmente se estiver em férias. Coloque roupas leves, um bom tênis, e saia correndo. Desfrute distâncias mais curtas. Se mora na praia, caia no mar para refrescar ou aproveite por alguns momentos a piscina, antes ou depois do treino. Uma boa maneira de evitar o aquecimento é resfriar o corpo antes de começar a treinar. Outro truque é fazer sucos com bebidas isotônicas para consumi-las bem geladas após o exercício.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Motivação para a meia maratona

Fonte: http://www.suacorrida.com.br/

Para corredores que já estão confortáveis nos treinos de 10 km, a monotonia pode aparecer e, junto com ela, o desejo de correr provas mais longas. Se este é o seu caso, talvez seja interessante iniciar um novo desafio e partir para os treinos de meia maratona.

1 Quebra de monotonia. Volume, intensidade e frequência de treino serão modificados, o que dá mais dinamismo às corridas (cada sessão será diferente).

2 Novo desafio. Se os 10 km já ficaram fáceis, o estímulo diminui. Partir para os 21 km trará mais compromisso com o treinamento.

3 Perda de peso. Mais 55% de quilometragem, quatro vezes por semana, em média, é o que você enfrentará nos treinos. Logo, o metabolismo será estimulado e a perda de peso será maior.

4 Menos impacto. Em meias-maratonas, a intensidade é mais baixa, pois se corre entre 90% e 95% da velocidade das provas de 10 km.

5 E menos lesões. A velocidade ligeiramente mais baixa também diminui o risco de lesões.

6 Ganho de resistência. Uma prova longa exigirá mais de sua capacidade aeróbia devido à duração maior, enquanto os 10 km requerem mais potência e velocidade.


7 Facilidade na largada. Pelo fato do número de inscritos na meia-maratona ser menor, o tumulto é menos expressivo e os primeiros quilômetros, mais tranquilos.

8 Satisfação pessoal. Como a dedicação aos treinos é maior e a duração da prova também, a sensação de “dever cumprido” e de orgulho na chegada é proporcional.

9 Treino interativo. A menor intensidade dos longões permite chamar os amigos para aumentar a motivação, batendo um papo ou curtindo a paisagem enquanto correm.

10 Aptidão física cardiorrespiratória. Respiração, circulação e músculos tendem a ficar melhores, caso a futura meio-maratonista ainda não tenha atingido o seu ápice nos 10 km.

11 Prévia da maratona. Os 21 km são muito utilizados como controle e estratégia para quem deseja um dia partir para uma maratona, funcionando como uma projeção de performance.

12 Mais paciência. A necessidade de realizar pelo menos um treino longo durante a semana exige o condicionamento psicológico e controle da ansiedade, essenciais para qualquer prova.

13 Ritmo nas passadas. Quanto maior a distância, maior o desafio de controlar o ritmo. Com os longões progressivos (em que o pace diminui aos poucos), é mais fácil se aprimorar.

14 Mais cedo. Como os 21 km levam mais tempo para serem completados, a maior parte das provas tem largada cedo, o que garante maior conforto térmico e segurança durante a prova.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Evite os atalhos prejudiciais.

Há alguns anos, pesquisadores de Taiwan recrutaram voluntários para o que eles disseram ser um testes de produtos relacionados com a saúde. Sua primeira tarefa era a de tomar um comprimido, para metade dos pesquisados foi dito que era um multivitamínico, enquanto que para a outra metade foi dito que era um placebo (o que era de fato em ambos os casos). Durante os testes seguintes, os grupos agiram drasticamente diferentes. Quando lhe pediram para testar um pedômetro, aqueles que pensavam que tinham tomado uma vitamina escolheram caminhos mais curtos para se exercitarem, na hora do almoço eles escolheram alimentos menos saudáveis . Em um questionário, também expressaram maiores sentimentos de invulnerabilidade e menos desejo de se exercitar.
Fonte: www.dlbassessoriaesportiva.com.br
A corrida necessita de diversos fatores para que o seu desempenho melhore: sono, nutrição, e assim por diante. Este estudo ilustra um fenômeno conhecido como "efeito placebo": fazer algo que você acha que vai ajudá-lo (como tomar uma vitamina) subconscientemente incentivá-lo a "afrouxar" em outras formas de atingir o mesmo objetivo (como, por exemplo, comer bem). Você deve saber distinguir entre os fatores que são importantes para a sua aptidão, e os que você pode ignorar. Aqui estão três dicas para isso:

O Atalho: Reactive Recuperação
É fácil de tomar analgésicos para bloquear dores relacionadas com o treino, mas este hábito não diminui as fraquezas musculares que podem estar causando a sua dor. Outras ferramentas de recuperação , como roupas de compressão e banhos de gelo pode ter benefícios.

Melhor forma: Prevenção Ativa
É difícil pensar em prevenção de lesões quando você está saudável , mas isso é quando importa mais . Pelo menos duas vezes por semana, passar 10 a 15 minutos trabalharando o equilíbrio, a flexibilidade dinâmica usando.

O Atalho: Suplementos de Treinamento
Em teoria, tomar um multivitamínico ou um suplemento alimentar destinado a atletas como uma forma de " seguro" faz sentido, afinal, ninguém come perfeitamente o tempo todo. Mas há poucas evidências de que estes suplementos realmente melhorarem a saúde ou o desempenho e, alguns estudos descobriram que grandes doses de suplementos antioxidantes, como a vitamina C pode interferir com a recuperação muscular e resistência ganhos durante o treinamento.

Melhor forma: Alimentação Saudável
A melhor maneira de obter micronutrientes chave é de alimentos integrais. Sim, é preciso planejamento para se certificar de que você tem opções saudáveis ​​como legumes, frutas e peixes disponíveis dia após dia, refeição após refeição. Você nunca será perfeito , mas se você não se dá a desculpa: " Está tudo bem, eu levei vitaminas esta manhã", você está mais propenso a se aproximar de seus objetivos dietéticos .

O Atalho : Energy Boosters
Não há dúvida de que a cafeína é um potenciador de desempenho eficaz, para não mencionar uma parte essencial da vida do dia- a-dia de muitos corredores. Mas há uma distinção sutil, a ter em conta : A cafeína ajuda a mascarar a sensação de fadiga , mas ele realmente não te faz mais descansado.

Melhor forma: Dormir
Enquanto você está dormindo, seu corpo está se recuperando de treinamento do dia, reparação de danos, e recarregar as reservas de energia. É bom começar o dia com uma xícara de café, e até mesmo para beber mais antes de um treino ou corrida. Mas se você não está recebendo o suficiente sono também , a maioria dos adultos precisa de sete a nove horas por noite, pois você luta para tornar consistentes e ganhos a longo prazo na aptidão.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O treinamento de ritmos

Fonte: INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO DE FORÇA NA ECONOMIA DE CORRIDA EM CORREDORES DE ENDURANCE. de Ricardo Henrique Filipin Alves Pereira, Luiz Carlos Carnevali Junior, Daniela Caetano, Robson Éder, Waldecir Paula Lima 

O treinamento de ritmo pode ser considerado um dos métodos mais utilizados para melhoria do desempenho em provas de longa distância, sendo utilizado tanto por atletas de elite quanto por praticantes de corrida. Pode ser dividido em dois tipos: o intervalado curto e o intervalado longo, diferenciando-se pelo tempo de execução, pausa, intensidade e recuperação entre as séries.

O método intervalado curto é o que demonstra maior aumento do consumo máximo de oxigênio, sendo consequentemente responsável por um aumento do desempenho do atleta. O treinamento intervalado longo deve ser colocado no início da preparação dos atletas, de um processo prolongado para uma melhora da resistência. Os dois métodos podem ser combinados objetivando a melhoria das capacidades anaeróbia e aeróbia.

Ambos os métodos de treinamento são necessários na preparação dos atletas que buscam melhor desempenho nas corridas de longa distância.

O treinamento de ritmo pode ser utilizado especialmente em corredores de meia e longa distâncias (a partir dos 10.000m, até corredores de maratona), entendendo ser uma boa estratégia de adaptação, uma vez que, geralmente, a última volta da prova é percorrida abaixo de um minuto, com velocidade acima que 24km/h.

O treinamento de ritmo aeróbio é definido como um treinamento de intervalos, no qual o metabolismo aeróbio se sobressai sobre o metabolismo anaeróbio de uma maneira muito mais elevada para a produção de energia.

Pode ser estimado pela razão entre o déficit de oxigênio acumulado e o oxigênio consumido durante o trabalho.

A mensuração de uma velocidade associada ao VO2max deve ser obtida baseada no resultado de testes utilizados como referência importante na prescrição do treinamento intervalado para o atleta.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Regras de etiqueta para o treino na esteira.

Nos dias de chuva, muitos corredores recorrem às esteiras das academias para evitar o tempo ruim. Entretanto, correr na esteira é sempre um desafio, é uma opção válida e pode ser usada em várias hipóteses.

Enquanto alguns de nós até gosta de um leve competições entre os corredores de esteira, NENHUM de nós gosta de esquisitos com comportamentos estranhos ao nosso lado.

É importante conhecer algumas regras de etiquetas para o uso da esteira:

1. Mantenha os seus germes para você mesmo. A maioria das academias fornece álcool para a limpeza da esteira, use-o logo após o término de seu treino na esteira. Leva apenas 30 segundos para limpar a esteira para a próxima pessoa e, com certeza você gostaria que a pessoa que usou a esteira antes de você também tivesse feito a limpeza.

2. Obedeça os limites. Se sempre que você vai para a academia, a esteira está ocupada? É super chato, não é? Se não gosta de se sentir nessa situação então não colabore com ela. Assim como você gostaria que outro corredor seja amigável com você e não permaneça eternamente na esteira, faço o mesmo com os outros corredores sempre que a academia estiver cheia. Quando não existe filas para as esteiras pode se sentir livre para usá-las a vontade mas quando houver uma fila, seja gentil.


3. Olhos na estrada. Ou na sua própria esteira.. Ninguém gosta de um olhar desconfortável de um desconhecido ou de ser observado. A esteira pode ser uma ótima oportunidade para se desafiar a manter o foco na estrada.. Mantenha a sua atenção no seu treino e na esteira e não no seu vizinho. Lembre-se não existe medalha no final ou pódio para conquistar, então desafie a si mesmo e, não a pessoa na esteira ao seu lado.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Técnica de corrida II


Atualmente, muito tem se falado a respeito de corrida natural, corrida descalça, tênis minimalista, five fingers, drop zero, mas pouco se tem escutado a respeito das alterações técnicas que se deve adotar para realmente tirar proveito desse material e não se expor ao risco de lesões.

O grande precursor desse movimento foi o artigo publicado na revista científica NATURE no ano de 2010 que demonstrou o quanto o tênis de corrida que utilizamos hoje tem alterado o padrão de pisada natural do ser humano, provocado principalmente pela altura excessiva da sola no retropé (calcanhar) e que a corrida executada sem nenhum tipo de calçado é mais eficiente e com menos impacto.

Consultando outros materiais relacionados e testando na prática do treinamento de alguns atletas de corrida e triathlon, tenho concluído que a busca por uma técnica que aproveite melhor a restituição elástica muscular e gere menos impacto, tem ajudado a melhorar o desempenho e a reduzir a incidência de lesão em indivíduos com histórico de canelites incuráveis e fratura por stress. 




Fugindo do extremismo de correr descalço, as recomendações práticas que dou são simples e podem ser seguidas mesmo com o tênis tradicional:

- Se você já corre a muitos anos e se sente bem com sua técnica, talvez não tenha sentido mudar;

- Caso queira tentar, você deve estar com seus tendões e músculos da panturrilha (sóleo e gastrocnêmicos) bem fortalecidos e alongados;

- Evite tocar o solo com o calcanhar, como a velha técnica de “mata borrão” preconizava. Pise com a parte da do meio e da frente do pé;

- Toque o solo com o seu pé alinhado ao seu quadril e não a frente dele;

- Introduza a técnica gradativamente, alguns minutos por treino, até que consiga correr maiores distâncias;

- E nunca se esqueça de pedir a orientação do seu treinador.

 Veja o vídeo do que deve evitar.  


    

Veja o vídeo de como deve fazer.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Algumas técnicas de corrida

Fonte: Prof. JOÃO ABRANTES

Normalmente, os atletas de meio-fundo e fundo não se preocupam muito com a sua técnica de corrida. Praticamente, todo o seu treino se baseia no desenvolvimento da resistência, quer através da corrida contínua (método de treino mais utilizado), quer através de “fartleks” ou treino intervalado na pista.

O treino das outras capacidades físicas, velocidade, força e flexibilidade, raramente faz parte de um planejamento de treino dos fundistas, principalmente os que se
dedicam exclusivamente às provas de estrada. O mesmo acontece com o treino da técnica de corrida.
Neste artigo, tentaremos justificar que a técnica de corrida pode ser importante para a evolução dos atletas de meio-fundo e fundo, mesmo os que apenas se dedicam às provas de estrada. Esta importância aumenta de forma considerável se estivermos em presença de um jovem numa etapa de formação desportiva.
Iremos também procurar deixar algumas pistas sobre alguns dos exercícios mais importantes para quem quiser trabalhar e melhorar a sua técnica de corrida. Quer se trate de um atleta de 100 metros, quer se trate
de um atleta da maratona, o movimento que utilizam durante os seus treinos e as suas provas é o mesmo, a corrida.

Correndo mais depressa ou mais devagar, quanto melhor é a técnica de corrida de um atleta, mais eficaz ela se torna, menor é o dispêndio de energia em cada passada de corrida e, logicamente, melhor será o resultado final. Assim, podemos dizer que uma boa técnica de corrida é importante a dois níveis diferentes. Por um lado está diretamente relacionada com a velocidade, ou seja, quanto melhor a técnica de corrida de um atleta, mais rápido ele é capaz de correr. Por outro lado, uma boa técnica, torna a corrida
mais econômica e eficaz.

Se aceitarmos que realmente existem benefícios com a melhoria da técnica de corrida, então devemos tentar melhorá-la, até porque os exercícios que podemos utilizar são de simples execução e podem ser realizados em qualquer lado, por exemplo no final de um treino de corrida contínua, ou durante o aquecimento para um treino intervalado.

Se estes exercícios são importantes para qualquer atleta de qualquer idade, tornam-se muito mais importantes quando estamos em presença de jovens atletas, pois vão ajudá-los, numa fase de formação, a corrigir eventuais defeitos técnicos, e com a sua prática sistemática, o jovem vai estabilizar um modelo técnico correto.

Além disso, estes exercícios ajudam a melhorar a velocidade e também a coordenação motora, o que numa etapa de formação são talvez os dois objetivos mais importantes do treino dos atletas. Por outro lado, a introdução destes exercícios no plano de treinos ajuda também a quebrar alguma monotonia que
acaba sempre por existir no treino dos atletas de meio fundo e fundo.

Conselhos Técnicos

Exercícios mais utilizados


Organização dos exercícios
1 – Skipping Baixo

a) Características Técnicas mais importantes: apoio ativo pelo terço anterior do pé; extensão completa da perna de impulsão; bacia alta; tronco direito; trabalho descontraído e coordenado dos braços; subida ligeira dos joelhos; grande frequência gestual.

b) Objetivos: o Skipping Baixo permite uma grande frequência gestual, devido à ligeira subida dos joelhos. Assim, o principal objectivo deste exercício é o de se conseguir uma grande frequência, sem alterações significativas da postura corporal, do trabalho dos braços e da descontração.

c) Erros mais frequentes: contração excessiva; perna de impulsão flectida; apoio incorrecto do pé no solo (pela ponta do pé ou pelo calcanhar); movimentos descoordenados dos braços;

2 – Skipping Alto
a) Características Técnicas mais importantes: apoio ativo pelo terço anterior do pé; extensão completa da perna de impulsão; bacia alta; tronco direito; trabalho descontraído e coordenado dos braços; subida dos joelhos à horizontal, movimento circular das pernas, pé flectido; significativa frequência gestual.

b) Objetivos: o Skipping Alto também permite uma boa frequência gestual, embora a subida do joelho até à horizontal faça com que os objetivos sejam diferentes. Assim, o principal objetivo é a manutenção de uma atitude alta e a simulação da fase de balanço à frente da passada da corrida, em que a subida dos joelhos, a extensão da perna de impulsão e o movimento circular das pernas, são elementos fundamentais.

c) Erros mais frequentes: subida do joelho exagerada ou demasiado baixa; perna de impulsão flectida e bacia atrasada; movimento pendular das pernas; apoio incorreto do pé no solo ponta do pé ou pelo calcanhar); movimentos descoordenado braços; apoios pouco ativos e pouca frequência gestual.

3 – Calcanhar Atrás
a) Características Técnicas mais importantes: apoio ativo pelo anterior do pé; flexão rápida da perna atrás; tronco alto e bacia alta; trabalho descontraído e coordenado dos braços com significativa frequência gestual.

b) Objetivos: simular a fase da recuperação da passada corrida, conseguindo ao mesmo tempo um movimento descontraído e de grande frequência gestual.

c) Erros mais frequentes: excessiva inclinação do tronco à frente; movimentos descoordenados dos braços, pouca frequência e contração exagerada; apoio no solo pela ponta do pé.

4 – “Tic-tic” ou saltos ritmados de pé para pé

a) Características Técnicas mais importantes: apoio pelo terço anterior do pé; extensão completa da perna de impulsão; bacia alta; tronco direito; movimento coordenado dos braços.

b) Objetivos: Treinar o apoio dinâmico e o movimento “grifée” do pé de apoio.

c) Erros mais frequentes: apoio pouco dinâmico do pé no solo, apoio incorreto do pé (pela ponta do pé ou pelo calcanhar); flexão da perna de impulsão; tronco demasiado atrasado com movimento demasiado amplo (chutes para a frente) das pernas, movimento descoordenado dos braços.

Combinações

a) Objetivos: é possível fazer dezenas de combinações diferentes utilizando estes exercícios, que no seu conjunto costumam chamar-se o “ABC da corrida”. Estas combinações podem ter vários objetivos, como quebrar a monotonia do treino, proporcionando aos atletas diferentes exercícios; melhorar a coordenação
motora com a introdução de exercícios mais complexos; alternar movimentos de grande frequência com movimentos mais lentos, como estímulos neuromusculares
.
b) Exemplos de Combinações:
- Passagem progressiva de skipping baixo para skipping alto;
- Skipping alto só com uma perna;
- Skipping alto alternado;
- Skipping baixo, alto ou calcanhar atrás (10m rápido-10m lento-10m rápido)
- Skipping baixo rápido – calcanhar atrás lento – skipping alto rápido)
- Passagem de Skipping alto para corrida

Os exercícios de técnica de corrida fazem normalmente parte do aquecimento e devem organizar-se a partir das seguintes premissas:

- Distância: 20 a 50 metros.
- Número de repetições de cada exercício: 2 a 5.
- Número de repetições totais do treino: 8 a 20.
- Recuperação: andar no sentido inverso.
- Correções: como se trata de exercícios técnicos é fundamental que o treinador esteja presente e faça correções técnicas.